sexta-feira, 15 de março de 2013

DEUS CUIDA DO SEU POVO NO DESERTO



Revista Manancial-04


DEUS CUIDA DO SEU POVO NO DESERTO


TEXTO ÁUREO
 Nunca se envelheceu a tua roupa sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos (Dt 8:4).
VERDADE APLICADA
Está sob os cuidados de Deus significa segurança, é garantia de sucesso nos momentos difíceis.
TEXTO BÁSICO Dt 32:7-14
7 Lembra-te dos dias da antiguidade, atenta para os anos de muitas gerações: pergunta a teu pai, e ele te informará; aos teus anciãos, e eles te dirão.
8 Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando dividia os filhos de Adão uns dos outros, estabeleceu os termos dos povos, conforme o número dos filhos de Israel.
9 Porque a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança.
10 Achou-o numa terra deserta, e num ermo solitário cheio de uivos; cercou-o, instruiu-o, e guardou-o como a menina do seu olho.
11 Como a águia desperta a sua ninhada, move-se sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas,
12 Assim só o SENHOR o guiou; e não havia com ele deus estranho.
13 Ele o fez cavalgar sobre as alturas da terra, e comer os frutos do campo, e o fez chupar mel da rocha e azeite da dura pederneira.
14 Manteiga de vacas, e leite de ovelhas, com a gordura dos cordeiros e dos carneiros que pastam em Basã, e dos bodes, com o mais escolhido trigo; e bebeste o sangue das uvas, o vinho puro.

OBJETIVOS
1-Aprender o quanto somos precisos para Deus
2-Saber que em tempos de deserto Deus cuida do seu povo

INTRODUÇÃO
Ao longo dos quarenta anos no deserto Deus cuidou do seu povo, e os orientou através da nuvem de dia, e a noite uma coluna de fogo (Êx 13.21-22), não deixou nada faltar, as roupas não envelheceram, nem os pés incharam (Dt 8.4), proveu água e comida, deu vitoria diante dos inimigos. Devemos acreditar no Deus que servimos, assim como Ele cuidou de Israel no deserto também cuidará de nós nas horas das dificuldades.
I-DEUS CUIDA DO SEU POVO NO DESERTO ENVIANDO MANÁ E CODORNIZES
Durante os quarenta anos de deserto o povo viu á mão de Deus manifestar a favor deles, mesmo assim preferiam estar nos fornos de tijolos do Egito com o Faraó, do que no deserto gozando da graça de Deus. Deus cuidou do seu povo dando-lhe Maná e codornizes, quando estavam com fome (Êx 16.2-3,11-12). O Maná era considerado coisa fina e semelhante a escamas, fina como a geada, pequena como o coentro e a cor como bdélio (Nm 11.7). É interessante observar á provisão do maná e das codornizes. Segundo o que se sabe é era comum que grandes bandos de codornizes em suas viagens migratórias atravessavam com freqüência o mar vermelho e a península do Sinai. E esgotadas pelo vôo sobre o mar, ás vezes grandes quantidades delas caíam e eram fáceis de caçar. Deus providenciava codornizes de maneira natural, ou seja, Ele usava os meios da natureza (Êx 16.13, Sl 104.30, Nm 11.31-32), porém a maneira pela qual ele providenciava o maná era de fato algo completamente milagroso, o maná vinha do céu (Êx 16.4). É bom lembrar que a Igreja tem o seu maná diário, que é Cristo, pois Ele disse que é o pão da vida que veio do céu (Jo 6.51; 6.35).
II-DEUS CONCEDE VITÓRIA A ISRAEL DIANTE DOS INIMIGOS
Mais uma vez o povo estava diante da dificuldade em um lugar chamado Refidim (Êx 17.1), onde não tinha água para beber. O nome Refidim tem um significado interessante que é “larguezas”. Outros comentaristas dizem ser de uma raiz que tem vários significados como, “lugar para reclinar”, “conforto”, “cama”, “refrigério”. Ao contrário do lugar o significado do nome era bem diferente, pois pelo que parece o povo teve que deparar com á falta de água e com os inimigos (Êx 17.1-7; 8-16). Porém foi em Refidim que mais uma fez Deus proveu água para o seu povo beber.  A primeira vez, em Mara ele orientou á Moisés que saneasse as águas de maneira milagrosa.  Agora ele fez brotar água da rocha (Sl 78.15). Se não bastasse a falta de água teriam que enfrentar os inimigos logo depois, mas o bom de tudo isso é que Deus estava no controle de tudo, antes o povo conhecia como Jeová-Jireh, agora em Refidim o povo estava á conhecer Jeová-Nissi o Deus que a nossa bandeira (Êx 17.15). Também haverá momentos em nossas vidas que Deus se manifestará de acordo com as nossas necessidades: ora, será Jeová-Jireh, ora será Jeová-Nissi, ora Jeová-Rafá etc.
III-DEUS GUIA O SEU POVO POR MEIO DA NUVEM
O propósito da nuvem para com o povo de Deus era regular os movimentos (Êx 40.36-37), era guiá-los (Êx 13.21), e defende-los dos seus inimigos (Êx 14.19; Sl105. 39). A nuvem também era a glória da presença de Deus sobre o propiciatório (Lv 16.2). Em toda peregrinação do povo de Israel no deserto a nuvem orientava-os, e direcionava a seguir o caminho determinado pelo o Senhor, isso nos da exemplo de obediência e submissão as ordens de Deus. Se o cristão quiser viver sob os cuidados de Deus terá que submeter as orientações dele assim como fez Israel no deserto. Deus cuidava de seu povo de maneira poderosa, de dia a presença de Dele se manifestava como uma nuvem sobre o tabernáculo para que o povo pudesse segui-lo, mesmo que aparentemente as coisas estivessem claras, Israel precisava de alguém que conhecesse o caminho para guiá-los (Sl 78.14). Se durante o dia o povo precisa dos cuidados de Deus, e á noite então? Os perigos da noite aumentavam, pois a escuridão sempre traz consigo o medo e a insegurança. No entanto, o Senhor proveu ao povo segurança e cuidados que eles precisavam, e durante a escuridão conduzia-os com uma coluna de fogo, clareando o caminho a ser seguido e aquecendo-os durante a fria noite do deserto (Êx 13.21-23). Deus cuida dos seus, Ele jamais abandona, principalmente nas dificuldades, pois todo aquele deseja o amparo seguro Nele encontrará (Sl 91).
IV-OS CUIDADOS DE DEUS COM O POVO E A INCREDULIDADE DELES
Se não bastasse, mesmo Deus livrando o povo da escravidão, saneando água, fazendo chover Maná do Céu, providenciando codornizes no arraial, vendo tudo isso eles ainda murmuravam contra Deus (Êx 15.24; 16.2-3; 17.3). Quanto aos cuidados de Deus para com o povo, eles sempre reagiam com incredulidade e ingratidão. A incredulidade é uma ofensa contra Deus, e foi isso que á antiga geração de Israel fizeram quando andaram no deserto. É bom lembrar ao aluno que todos que reagiram de maneira incrédula e ingrata morreram no deserto (Hb 3.17-19). A incredulidade do povo está clara,quando todas as vezes que se encontravam em dificuldades murmuravam contra Deus e Moises,é evidente a dureza do coração do povo de Israel. A incredulidade do povo foi tão grande, que mesmo vendo Deus operar maravilhas no deserto duvidaram e, ”Falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus prepara-nos uma mesa no deserto”?(Sl 78.19). Podemos detectar na frase, “Pode acaso, Deus prepara-nos uma mesa no deserto” a profundidade da incredulidade do povo em relação aos cuidados de Deus, tal conduta está clara através da expressão “pode acaso Deus”... Deus tudo pode, confiemos incondicionalmente em sua palavra (Gn 18.14, Lc 1.37). No Egito o povo de Israel estava acostumado em ter, aparentemente o melhor (Êx 16.3). Porém é bom ter cuidado com essa posição de “acostumado” estejamos prontos para qualquer situação, para não cair, nos mesmos erros que povo de Israel caiu. Devemos atentar para o exemplo do apostolo Paulo de contentamento e resignação (Fp 4.11-17).
CONCLUSÃO
Deus através da provisão do dia a dia queria ensinar a Israel à lição da dependência diária. Porém reagiam de maneira contraria aos cuidados Dele. As provisões de Deus para com o seu povo nos mostra á sua bondade e misericórdia.